Copia que a dica é massa:
nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, a partir das 18h, vai rolar desfile de Moda.
O ingresso?
1 kg de alimento não perecível.
O arrecadado será entregue a Casa do Pão, instituição baseada na Avenida do Imperador, Santo Antônio, 34, Recife. A Casa do Pão oferece refeições para as pessoas em situação de rua, @casadopaoaor.
O desfile é a cereja do bolo (a finalização) da oficina Inclusão e Diversidade na Moda: Sonhos que se realizam numa passarela. 18 alunas, jovens vindas da periferia capital, vão mostrar o que aprenderam nas aulas com Marta Reis – veterana e pioneira das passarelas de Moda e Carnaval do Recife. São 40 anos de ofício.
O evento abrirá a Quinta Nagô, ação mensal promovida pelo Afoxé Oyá Alaxé, parceiro da oficina.
‘A minha ideia é mostrar a cada uma o seu potencial. E para isso, primeiramente, ela tem que se conhecer e se amar. Depois vem a parte técnica da passarela, onde esse amor próprio transborda’, diz Marta Reis.

Com a voz, as alunas (algumas):
Mariana Nunes, 24 anos, além de cantar na Ciranda Rosa Vermelha do Recife, trabalha como modelo desde os 19 anos.
‘Nunca tinha feito um curso de passarela. Aprendi tudo pela internet.
Nessa área de modelo você tem de se destacar porque a concorrência é grande. Nessa oficina eu aprendi a olhar mais para mim, me valorizar.
Já fiz muitos testes e não passei. Hoje eu sei que foi insegurança. A aceitação do corpo é muito importante.
Quando eu era criança, era chamada de girafa, isso incomodava, mas a gente aprende a valorizar as nossas características. Agora quando eu pisar na passarela vai ser diferente’.
Vivianny Lundgren, 23 anos, estuda gestão em Recursos Humanos.
‘Fiz balé clássico durante muito tempo, mas eu achei que tinha perdido a postura elegante da época do balé. Não só não perdi, como vi que os ensinamentos da oficina são importantes também para o trabalho como gestora de RH. Ter uma boa postura e ter a consciência corporal é importante para a vida’, diz ela que (também) é a Borboleta do Pastoril Giselly Andrade, de Água Fria.
Vitória Brito, 22 anos, estudante de Farmácia, pretende (também) usar o seu aprendizado no palco do Pastoril Giselly Andrade.
‘Esta oficina foi meu primeiro contato com a passarela. Gostei muito e levo o que aprendi para a interpretação da Mestra do Pastoril, uma personagem que impõe sua presença e faz uma entrada triunfal’.
Andorinha só não faz verão
A oficina Inclusão e Diversidade na Moda: Sonhos que se realizam numa passarela é projeto aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc PNAB – Pernambuco da Secretaria de Cultura de Pernambuco (SECULT PE).
O Pátio de São Pedro fica no Bairro de São José, área central do Recife.
Foto em destaque da professora e sua aluna: Maria Júlia Ferreira.


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