Ele desistiu, aceitou, resignou-se.
‘A vida é imperfeita. Eu também’.
Entendeu enquanto tomava um espesso e levemente ácido suco de mangaba.
‘A iminente extinção das mangabas é prova disso’, desdobrou.
Então, fez-se certa paz.
Amou imensamente o Recife belo e feio, e os amigos leais e traidores, assim como ele.
Amou os artistas, portais de luz e aterros de self.
Assim mesmo, amou.
Amou as mães, que dão a vida e cortam as asas, e os pais, semente e abandono.
Amou tudo como é.
Amou a Terra, nossa casa-cemitério.
‘Não apresse o rio, ele corre sozinho’, pensou sorrindo e, enfim, amou quem é.

Foto da paisagem vista de uma janela do Hotel Central: Edgard Homem.


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