O livro do empresário e produtor cultural paraibano-pernambucano será lançado nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, às 19h, no Frege.

Há 40 anos, Paulo Braz turbina as noites do Recife e Olinda, cidades sabidas em fazer festas, promover shows e outras peripécias culturais.

Mas, nem sempre foi assim.

Décadas atrás, foi preciso que gente inquieta desbravasse novas possibilidades, novos jeitos de canalizar nosso pendor para a celebração: Paulo Braz está entre as tais gentes inquietas.  

O cara embalou a energia, entende?

Dança do meu lugar, do saudoso e incrível sambista Agepê (carioca nascido Antônio Gilson Porfírio), inspirou o nome do livro:

‘que sou feito de festa, por isso meu peito não deve sofrer’, diz a canção.  

Em 242 páginas, Paulo Braz conta os seus primeiros anos de vida em Sumé, cidade no Sertão do Cariri Ocidental, Paraíba; as primeiras baladas, as casas noturnas que abriu, Réveillons históricos, a ligação com o bloco Siri na Lata, as adversidades que forjam o couro grosso de todos nós e por aí vai.

A capa

Versão ampliada

‘O primeiro livro se esgotou rápido, foram 700 cópias em pouco tempo. Eu nem esperava essa repercussão toda.

Agora senti que era o momento de revisitar a obra, com um novo olhar, e contar também como nasceu o Frege – esse lugar que virou extensão do meu coração e da minha história com o Recife.  

O Frege nasceu do sonho de continuar promovendo encontros, de manter viva a cultura da conversa boa, da música, da convivência. Esse livro é um reflexo disso – é sobre gente, sobre vida e sobre festa’, diz ele.

Andorinha só não faz verão

Meu peito é feito de festa tem o apoio do Instituto Darwin e patrocínio da Copergás.

Paulo Braz em pílulas

Nos anos 1980, trabalhava no Banco Central e ainda não imaginava que a noite do Recife o fisgaria.

Após viagem a Cuba, a chave vira: as suas festas, inspiradas pela música e cultura da emblemática ilha, começaram despretensiosamente, mas logo tornaram-se virais, juntando cada vez mais gente (muitas pessoas queriam levá-la para outros lugares).

Aí surge a produtora Pé-de-Valsa, dele em parceria com Rogério Robalinho… e aí outras festas, casas noturnas…

As produções eram mais que palco e banda: eram eventos conceituais, realizados em espaços inusitados, tipo o Forte das Cinco Pontas, Academia Pernambucana de Letras, entre outras cositas más.

Em 1994, produziu um dos Réveillons mais torados da década: foi na Rua do Bom Jesus, com Chico Science & Nação Zumbi como atração principal.

Em 1996, inaugurou a casa noturna Calypso – nada a ver com a banda da ex-dupla Joelma e Chimbinha.

O Cuba do Capibaribe (entre 2005 e 2008, no Paço Alfândega, Bairro do Recife) tornou-se oásis para os músicos e fissurados em latinidades.

Paulo Braz esteve à frente do Frida Mexican Bar, Mercearia do Braz, Empório Bom Jesus, Theatro Lounge, O Réveillon do Boi Voador, Recife Caliente…

Quanto o exemplar? R$80,00.

O Frege fica na Avenida Rio Branco, 155. Bairro do Recife.

Mais informações: @meupeitoefeitodefesta

Imagem da capa do livro: divulgação

Foto de Paulo Braz em destaque: divulgação.

Edgard HomemAuthor posts

Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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