A Forró Haus é uma organização não lucrativa criada há 6 anos, baseada em Stuttgart, capital e maior cidade do estado de Baden-Württemberg, Alemanha – e o Recife poderá ser a primeira cidade a receber uma Forró Haus fora daquele país.
Saiba mais
A Forró Haus funciona como uma vitrine da cultura brasileira mundo afora – somente nos últimos cinco anos foram realizados 150 shows com artistas da cena internacional do forró: Janayna Pereira, Nonato Lima, Raiz do Sana, Chiquinho Alves, Fabiano Santana, Derico Alves, Hedran Barreto, Trio Alvorada, Deusa-Nordestina e muitos outros.
Mais de 60 nacionalidades se encontram na Forró Haus de Stuttgart.
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Com o formato de negócio aprovado pela prática, a ONG Forró Haus parte em busca de estabelecer-se em outros cantos do mundo, criando Centros Culturais autossustentáveis em cidades com mais de 20.000 habitantes – por que não o Recife?
A Forró Haus é um ecossistema que une dança, música e gastronomia brasileiras, além de ser espaço de eventos e convivência, e hospedagem.
O artista como protagonista
A maioria dos artistas conhece essa realidade: entregam coração, tempo e alma, mas, no fim do mês, não sabem se o dinheiro vai dar para quitar os boletos. Show esgotado hoje, bolso vazio amanhã.
Para a Forró Haus, a arte não deve depender de sorte. Precisa de estrutura. Precisa de segurança. Precisa de um sistema que proteja os artistas.
O artista que se vincular a Forró Haus receberá um salário-base mensal para que possa garantir seu aluguel, saúde e alimentação. E continuará recebendo os cachês pelos shows feitos na casa, pelas produções de estúdio etc. e também permanece livre para estabelecer sua agenda de shows fora da instituição.
O artista também recebe um plano de saúde para si e sua família e vale-alimentação-hospedagem em qualquer cidade onde exista uma Forró Haus.
Como
A Forró Haus (Humanistic Association Uniting Societies) dispõe do Fundo Global dos Artistas – um mecanismo autossustentável que assegura remuneração justa e condições estáveis.
O Fundo Global dos Artistas é exatamente isso: uma reserva viva que cresce a cada evento, cada produção e cada workshop feito por qualquer artista registrado pela organização.
Com um capital inicial de um milhão de reais (R$ 1.000.000), o fundo cresce a cada nova Forró Haus no mundo.
Pequeno exemplo de seu autofinanciamento: 10% de todas as receitas de eventos e 30% de todas as receitas do estúdio alimentam o fundo. Assim se cria uma base em que o artista garante seu futuro com o próprio trabalho.
Socialização também para o público
Nosso compromisso com a inclusão é concreto: em todas as nossas atividades formativas, garantimos que no mínimo 20% e até 50% das vagas sejam destinadas a pessoas de baixa renda, através de um programa de bolsas integrais. Asseguramos um modelo não elitizado, onde todos têm acesso às mesmas oportunidades.
À flor da pele
O que começa como uma noite de dança vira uma experiência de vida – em um tempo de excesso de telas, divisão e isolamento, o forró estabelece-se, também, como canal de resgate das nossas humanidades.
Somos o Movimento
Neste domingo, 1º de março, a partir das 15h, no Cais do Sertão, será lançado o projeto Somos o Movimento, ação da Forró Haus que tem por objetivo fazer parcerias pernambucanas-brasileiras para a instalação de uma Forró Haus em Pernambuco.
Jaduam Pasqualini, um dos fundadores da ONG e diretor do Projeto Somos o Movimento; Imogen Betz, administradora, fotógrafa e também uma das fundadoras da Forró Haus; Derico Alves, sanfoneiro pernambucano atuante na cena europeia de forró e registrado na Forró Haus de Stuttgart, entre outros envolvidos, apresentarão, irão detalhar a proposta para os artistas, empresários e agentes governamentais.
Santana, Terezinha do Acordeon, Quinteto Violado e Petrúcio Amorim, os mestres apoiadores, confirmaram presença e uma palinha – porque ninguém é de ferro. Ao final, coquetel – porque conviver é o novo luxo.

O Centro Cultural Cais do Sertão fica no Armazen 10, Av. Alfredo Lisboa, s/n, Bairro do Recife, Recife.
Foto do grande mestre Luiz Gonzaga, cantor, sanfoneiro e compositor pernambucano: divulgação/ jornal A Tarde.
Foto de Jaduam Pasqualini e Derico Alves: Imogen Betz.


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