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Arquiteta e artista  visual, ela apresentará 30 obras inéditas: colagens, pinturas e tapeçarias desenvolvidas ao longo de 6 meses, inspiradas nas expressões da natureza e também em Matisse, Burle Marx e Oscar Niemeyer.

A exposição será aberta no dia 8 de agosto de 2026, das 14h às 18h, no Instituto Ploeg, que fica na Rua da Santa Cruz, 190, no buliçoso bairro da Boa Vista, Recife. 

Mais sobre

A colagem como protagonista 

Dança das Plantas anuncia uma nova etapa da produção artística de Sheyla – ela encontrou na colagem a sua principal linguagem de expressão. 

Em vez do pincel, a artista ‘pinta com a tesoura’, construindo paisagens, folhas, flores e formas orgânicas a partir de papéis previamente pintados, recortados e reorganizados em composições vibrantes.

‘Dança das Plantas é a minha primeira exposição individual e nasceu da observação da natureza. As plantas são livres, fluidas, dançam com o vento. Minha inspiração vem dessas curvas, mas também da arquitetura de Oscar Niemeyer e dos jardins de Burle Marx. Tudo na natureza tem movimento e isso aparece no meu trabalho’, diz Sheyla.

As cores também protagonizam 

Tons de azul, amarelo, vermelho, verde e rosa formam a paleta intensa, característica dela que transforma os elementos da flora em composições contemporâneas.

Processo criativo 

O período de preparação da mostra coincidiu com a realização do Caminho de Santiago de Compostela: durante a travessia, Sheyla fotografou plantas, paisagens e formas naturais que ampliaram seu repertório visual.

‘Às vezes uma planta parece não dizer nada. Mas, quando você aprende a olhar, ela revela formas, curvas e movimentos que se transformam em arte. Foi isso que vivi durante o Caminho de Santiago’.

O processo também foi enriquecido por visitas à Bienal de Veneza e ao Grand Palais, em Paris, França – lá, a artista conheceu (dessa vez, face a face) as obras do mestre francês Henri Matisse, uma das principais referências da mostra.

‘Ver as obras de Matisse de perto me deu tranquilidade para seguir minha própria linguagem. Foi uma confirmação de que eu estava no caminho certo’.

Joana D’Arc Lima na voz

A historiadora da Arte e curadora de Dança das Plantas, diz que o trabalho propõe refletir sobre a relação entre cidade, paisagem e natureza.

‘A obra de Sheyla desloca os limites que separam o urbano do vivo e nos convida a imaginar novas formas de convivência entre cidade e floresta’.

Roberto Ploeg na voz 

Professor de Sheyla por quase uma década, ele ressalta que a artista desenvolveu linguagem própria, baseada na liberdade da colagem.

‘Ela nasceu modernista. Sua produção é leve, vibrante e profundamente livre das convenções tradicionais da representação’, diz.

Pedro Varela na voz

O artista e professor carioca também comenta as criações da pernambucana. 

‘Sheyla explora uma técnica de colagem que dialoga com a série Jazz do Matisse, mas trazendo o frescor da nossa cultura visual local em suas composições, criando sua própria mistura de mundos e referências’, diz. 

Andorinha só não faz verão 

A abertura contará com apoio da São Brás, que vai oferecer aquele cafezinho de primeira. 

Vai rolar também apresentação musical de Jade Sales, que criou música inspirada na obra da artista.

Mais sobre Sheyla Camargo 

Recifense, em 2010 começa a estudar pintura no ateliê de Plinio Santos – por lá permanece até 2017. 

Migra para o ateliê de Roberto Ploeg, onde estuda  até o final de 2025. 

Hoje, é conselheira do Instituto Ploeg e ensina a arte da colagem no mesmo local.

Vaso de Flores.
Papel recortado sobre tela com pintura acrílica, 40cm x 50cm, 2026.
Dança das Plantas I.
Papel recortado sobre tela com pintura acrílica, 30cm x 30cm, 2026.

Considerações finais

Os valores das criações variam entre R$1.200,00 e R$9.500,00.

Visitação (gratuita) de quarta-feira a sábado, das 9h às 16h.

Dança das Plantas ficará em cartaz até o dia 7 de novembro de 2026.

Recado dado. Agora é com você (eu vou conferir).

Foto de Sheyla Camargo: Giovanna Camargo.

Foto das obras: divulgação.

Edgard HomemAuthor posts

Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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