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Recife revela-se (também) quando a luz atravessa uma grade.

Ou um cobogó.

Ou um muxarabi.

e foi pelas trilhas do sutil, que caminharam as designers Maria Eduarda Belém e Sofia Lobo. 

percorreram, por meses, ruas, mercados, teatros e edifícios, vendo o que quase ninguém olha e, no entanto, é dia a dia:

um piso antigo, um vitral, uma grade de varanda, um portão, um desenho perdido numa fachada.

Recife Anda Luz é filha dessa andança. 

A exposição abre neste sábado, 8 de agosto de 2026, das 13h às 17h, no Museu Murillo La Greca.

e fui avisado: ‘Não espere encontrar uma coleção de fotografias da arquitetura recifense, é outra história’.

as designers desmontaram visualmente a cidade para montá-la outra vez. 

Misturaram fragmentos do Teatro de Santa Isabel, do Cinema São Luiz, dos mercados de São José e Santo Amaro, do Museu do Trem e de tantos outros elementos que nos constituem. 

são 27 composições inéditas, recortadas em MDF com tecnologia a laser.

Nenhuma representa um lugar específico.

são uma ideia de Recife,

reinventado por desenhos vazados que lembram o cobogó (invenção daqui e que ganhou mundo) e que dialogam com os muxarabis (elementos seculares da arquitetura moura que filtram luz, ventilação e paisagem). 

Insinuaram-me que a luz é a verdadeira autora da exposição,

pois quando atravessa os painéis, projeta sombras nas paredes, multiplica os desenhos e cria uma segunda obra, sempre diferente conforme o horário, a incidência e o olhar de quem observa.

Recife Anda Luz, sabida que é, aproveita a ocasião para apresentar, publicamente, Remolina: estúdio criado por Maria Eduarda e Sofia para desenvolver projetos que cruzam arte, design, arquitetura e paisagem. 

Fiat lux. 

Considerações finais 

Visitação: de 11 de agosto a 26 de setembro de 2026.

Horários: de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Aos sábados, das 10h às 17h.

Entrada franca. 

O Museu Murillo La Greca fica na  Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim, Recife.

Foto em destaque de Sofia Lobo e Maria Eduarda Belém: Ricardo Lima.

Foto do painel: Ricardo Lima.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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