Ele desistiu, aceitou, resignou-se.

‘A vida é imperfeita. Eu também’.

Entendeu enquanto tomava um espesso e levemente ácido suco de mangaba.

‘A iminente extinção das mangabas é prova disso’, desdobrou.

Então, fez-se certa paz.

Amou imensamente o Recife belo e feio, e os amigos leais e traidores, assim como ele.

Amou os artistas, portais de luz e aterros de self.

Assim mesmo, amou.

Amou as mães, que dão a vida e cortam as asas, e os pais, semente e abandono.

Amou tudo como é.

Amou a Terra, nossa casa-cemitério.

‘Não apresse o rio, ele corre sozinho’, pensou sorrindo e, enfim, amou quem é.  

Edgard Homem é jornalista e editor deste Blog.

Foto da paisagem vista de uma janela do Hotel Central: Edgard Homem.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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