16 trabalhos inéditos (pinturas e desenhos) compões a série Eco Reflexo, que será apresentada ao público.

Haverá também a exibição (numa sala criada especialmente para e de forma ininterrupta) de O Ano da Serpente, vídeo de estreia do artista pernambucano. 

A exposição As Estrelas Descem à Terra é fruto de sua imersão, por 20 dias, em uma comunidade ribeirinha às margens do Rio Negro, Amazônia – viagem que fez com Márcio Vilela, seu irmão e também artista.

Daniel Donato assina a curadoria e o abre acontecerá na quinta-feira, 9 de outubro de 2025, às 17h, na Galeria Marco Zero.

As Estrelas Descem à Terra, 2025. Óleo sobre tela, 150cm x 140cm.

Mais sobre

Estudos das paisagens, pessoas, animais, vegetações, cosmologias e lendas da floresta e do rio compõe a temática da mostra.

Seu trabalho permeia fronteiras entre a pintura, a fotografia, o audiovisual e o desenho, sempre os tensionando.

Em trânsito, imerge e respira diferentes culturas, colocando-as em diálogo com as suas referências e experiências.

‘Nesse processo, fui me apropriando da cultura da Amazônia, colocando a minha, me inserindo na cultura ou inserindo a cultura no meu dia a dia. É a maneira como eu vivo na obra, é a obra me transformando. Tudo isso me faz ir para o cinema, que é onde entro com a minha pintura, com a minha fotografia. Então, a pintura já vira mais cinema do que era antes, quando já tinha muita referência de filmes que eu via. Mas, agora trago o meu próprio filme para dentro da tela’, diz.

Rio Voador, 2025. Óleo sobre tela, 100cm x 130cm.

O Ano da Serpente

O filme encaixa-se no que Bruno Vilela tem chamado de cinema de artista (que tem relação com o livro de artista). Um híbrido entre o cinema experimental e a videoarte, que inspirou todos os novos trabalhos em pintura e desenho.

‘O filme O Ano da Serpente nasceu desse interesse e, após o período Amazônia, quando volto para o Recife, me dedico bastante ao curta, mas sempre tendo como respiro a pintura. Com a finalização do filme, retomo a pintura com tudo e começo a usar os resíduos periféricos das filmagens. Então, tem muito frame do filme que usei para pintar, tem algumas fotografias, minhas e do meu irmão’, conclui.

Além de recriar, cocriar, transmutar as mitologias da Floresta Amazônica (processo que chama de mitologia pessoal) e as histórias de moradores do lugar, ele bebe na fonte de textos sobre antropologia, psicologia, etc., nas referências aos estudos de Gaston Bachelard, nas películas de David Lynch (como Veludo Azul) e no legado de  Picasso – sempre jogando entre o real e o fantástico.

Mais sobre O Ano da Serpente

Foi exibido na Mostra Limite do Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Kinoforum, o maior evento do gênero na América Latina.

A trama acompanha um viajante que, após encontrar uma caixa misteriosa com objetos enigmáticos, embarca em jornada pela floresta amazônica, onde sons e visões misteriosas se revelam como tentativas de comunicação com a natureza. Como guia nessa jornada mística, a Deusa Serpente aparece em diferentes formas no vídeo.

Por fim

Em dezembro, será lançada uma revista homônima (em torno da exposição). A publicação contará com textos do curador Daniel Donato e de Bruno Vilela, além do roteiro do filme e dos registros fotográficos da expedição ao Norte do Brasil.

Visitação:

de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 17h.

Permanecerá em cartaz até o dia 23 de dezembro de 2025.

Entrada franca.

PS: para comparecer a vernissagem não é necessário convite formal.

A Galeria Marco Zero, @galeriamarcozero, fica na Avenida Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem, Recife.

Foto em destaque de Bruno Vilela e demais imagens: divulgação.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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