Pela primeira vez, A Festa Literária das Periferias – Flup aterrissa em Pernambuco.

O evento, gratuito e com tradução em libras em todas as mesas, acontecerá de 10 a 14 de setembro, no Compaz Eduardo Campos (Avenida Aníbal Benévolo, sem número, Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife).

O homenageado desta edição será o pernambucano Solano Trindade (1908 – 1974): poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo, cineasta e militante do Movimento Negro e do Partido Comunista.   

Na programação, completa nos cards abaixo, autores, intelectuais, artistas, lideranças religiosas, enfim, pensadores do Brasil – gente que vai debater as ideias que emergem das periferias, tanto geográficas quanto simbólicas.

Saberes conectados: negritude em todos os espaços é o tema da Flup Pernambuco.

‘Conheço Julio Ludemir, idealizador da Flup, desde a adolescência, mas nos dispersamos pelo tempo e espaço. Depois, passei a acompanhar suas atividades como jornalista e escritor e descobri esse trabalho pioneiro. Em 2023, fui ao Rio para participar da Festa, que homenageou Machado de Assis e Lima Barreto, no Morro da Providência. Naquele momento, soube que essa experiência precisava chegar a Pernambuco, terra de tradição literária e cultural efervescente’, diz Tarciana Portella, coordenadora da Flup Pernambuco e cofundadora do Instituto Delta Zero para o Desenvolvimento da Economia Criativa.

‘A Flup não é apenas um evento, é processo, plataforma de pensamento, conexões e incubação de talentos antes invisibilizados. Sempre culmina em um grande encontro, como o que teremos aqui e que será o ponto de largada desse movimento de troca de expertises’, arremata ela.

‘A Flup, depois de 13 anos, está se encontrando com sua terra, com suas raízes. Para um pernambucano como eu, é uma grande alegria desembarcar no Recife com esta parceria e esta excelente programação. A Flup traz em seu DNA um jeito pernambucano de realizar: ousado, apaixonado e corajoso. Pernambuco é o estado mais diverso do país, e a Flup sempre apostou na diversidade – uma experiência única de Brasil’, diz Ludemir.

Mais sobre

A Flup será realizada em diálogo com as escolas, bibliotecas, espaços comunitários e movimentos culturais. Descentralizar é o verbo.

A Flup é bem laureada, nacional e internacionalmente: Prêmio Faz Diferença (O Globo, 2012), Excellence Awards (London Book Fair, 2016), Retratos da Leitura (Instituto Pró-Livro, 2016), Prêmio Jabuti (2020, categoria Fomento à Leitura) e por aí vai.

Em 2023, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou a Lei nº 10.235, sancionada pelo governador, declarando a Flup Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.

Curadoria: em PE, a Festa Literária das Periferias convidou Jaqueline Fraga para assumir a tarefa. Escritora e jornalista, mulher negra pernambucana, Jaqueline acumula mais de 15 prêmios e reconhecimentos no currículo e é autora de quatro livros, entre eles Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho, obra finalista do Prêmio Jabuti 2020.

Em 2020, Solano Trindade foi declarado Patrono da Luta Antirracista de Pernambuco por meio da Lei nº 17.003, promulgada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALEPE).

Andorinha só não faz verão

A Flup Pernambuco é uma realização do Instituto Delta Zero, em parceria com a Flup, por meio da produtora Suave e da Associação Na Nave, que promovem o evento no Rio de Janeiro, há 14 anos. Emendas parlamentares do deputado Renildo Calheiros e do senador Humberto Costa, por meio do Ministério da Cultura, viabilizaram a iniciativa, que conta ainda com apoio da Prefeitura do Recife, por meio das secretarias municipais de Cidadania e Cultura de Paz/Compaz Governador Eduardo Campos e Cultura/Fundação de Cultura do Recife, e parceria com o Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco). A Flup PE conta também com patrocínio do Banco do Nordeste (BNB).

Programação:

Outras informações: @flup.pe2025. A Flup PE também tem página no site https://www.vempraflup.com.br/flup-pernambuco.

Foto em destaque de Solano Trindade: colhida da revista eletrônica lurdinha.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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