A exposição, que reúne obras de cinco pernambucanas, mestras no ofício de transformar o barro e a madeira em arte, será aberta no dia 19 de março, uma quinta-feira, a partir das 10h, no Shopping Tacaruna – Praça Olinda.   

São elas, as artesãs: Carina Lacerda (Petrolina), Simone Souza (Buíque), Mestra Neguinha (Belo Jardim), Mestra Nicinha Otília (Alto do Moura/Caruaru) e Lenynha Tibúrcio (Tracunhaém).

Terras Raras: Sagrado Feminino propõe um mergulho no universo dessas mulheres que, além do ofício, têm em comum o fato de terem superado preconceitos e traçado caminhos próprios no artesanato – a curadoria é assinada por Nena Carvalho.

Mais sobre

São 200 obras à venda (a partir de R$ 110,00).  

Revista em braile – com todas as informações sobre a exposição, recursos de audiodescrição e peças táteis integram as acessibilidades à disposição do público.

Estrão agendadas duas visitas guiadas acompanhadas por intérprete de Libras nos dias 21 de março (sábado) e 11 de abril (sábado), às 16h30.

A entrada é gratuita e a visitação diária (até o dia 19 de abril), no horário de funcionamento do Tacaruna.

Ainda mais

Terras Raras: Sagrado Feminino tem direção geral de Eric Valença, produtor à frente do projeto contemplado com o Fundo de Incentivo à Cultura do Governo de Pernambuco – FUNCULTURA PE, que englobou a estreia no Museu de Arte de Brasília (MAB), em novembro de 2025, e a exposição no Recife, com o apoio cultural do Shopping Tacaruna.

‘Quisemos contemplar todas as macrorregiões de Pernambuco e mostrar a produção que floresce nas terras antes dominadas por homens. Terras Raras traz um recorte do que a Região Nordeste tem de mais representativo’, diz Valença.

‘As mulheres estão ressignificando o artesanato na região. Já são muitas com um trabalho autoral, de muita identidade. Por questões logísticas, tivemos de escolher apenas cinco, mas não foi uma tarefa fácil. Digamos que estamos apresentando o sumo’, diz Nena Carvalho.

As artistas

Simone Souza: filha do povo indígena Kapinawá, expressa-se através de esculturas em madeira. Em seu ateliê, no Vale do Catimbau, a artesã faz renascer a madeira descartada – suas obras retratam a mulher, a natureza e o sagrado.

Carina Lacerda: transforma em arte os pedaços de madeira que o homem e a natureza descartam. Da tradição do Vale do São Francisco, a artesã apropriou-se da carranca e acrescentou seios, criando a Carranca de Peitos – obra manifesto contra a misoginia e o machismo estrutural.

Lenynha Tibúrcio: filha de mestres artesãos, desde criança tem contato com a cerâmica, mas só aos 23 anos abraçou a arte – suas obras nascem de sonhos.

Mestra Neguinha: aos 7 anos carregava pequenos pedaços de argila para a mãe e a avó – Neguinha preserva as técnicas tradicionais do artesanato indígena, moldando cada peça à mão e decorando-as com delicados desenhos feitos com pena de galinha e cores naturais da argila Tauá. É conhecida por seus tamanduás, santos e cabeças.

Mestra Nicinha Otília – vê o barro como fonte de criação, expressão e vida, chamando-o de ouro negro. Desde criança, moldava seus brinquedos, inspirada pelo Mestre Galdino. É igualmente escritora, palestrante, mãe e integrante do Coletivo Flor do Barro.

Ficha técnica

Curadoria: Nena Carvalho

Artesãs: Carina Lacerda, Lenynha Tibúrcio, Mestra Neguinha, Mestra Nicinha Otília e Simone Souza

Direção Geral: Eric Valença

Produção Executiva: Eric Valença, Ewerton Marinho, Nena Carvalho – EVVE Produções

Direção de Fotografia: Hermes Costa Neto

Assistente: Bruno Carvalho

Direção de Arte | Designer: João Lucas Carvalho

Assistente: Aline Andrade

Comunicação: Ana Souza e Ana Nogueira

Makeup (fotos): Priscilla Rodrigues

Cenografia: Matilha, Giba Cançado e Marley Oliveira

Na foto em destaque, a Carranca de Peitos, de Carina Lacerda: Hermes Costa Neto.

Demais imagens: Hermes Costa Neto.

Edgard HomemAuthor posts

Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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