‘Tudo. Menos uma guerra’, deseja o mais profundo de si.
Coisa vã.
Há ininterruptas delas, as filhas do medo:
grandes e pequenas,
dentro e fora dele,
incontáveis cemitérios de sonhos.
‘As tragédias são’, compreende nauseado.
‘Mas o amor também’, arremata, enquanto apalpa os promissores melões da vendinha.
‘Será que dá pra comer hoje?’, pergunta ele a Dona Rosa, a proprietária.
‘Hoje não, amanhã com certeza’.
Vida que segue.

Hiroshima devastada pela bomba atômica. O exército dos Estados Unidos destruiu a cidade japonesa no dia 6 de agosto de 1945. Imagem colhida no site do Jornal O Povo. Crédito: Museu Memorial da Paz de Hiroshima.
Foto do autor: Ademar Filho.


Sem comentários