Dois vagabundos, Gatropo e Tropino, interpretados por Asaías Rodrigues e Charles de Lima, perambulam pelo mundo à procura de quem queira assistir as suas patacoadas. Assim eles ganham a vida.

O primeiro é o chefe, quem dá ordens, explora, reclama, desconfia, impõe, aporrinha e estala o chicote; o segundo é o subalterno, uma pessoa mais ingênua, modesta e alegre, o faz-tudo do primeiro.

Eis o ponto de partida do espetáculo Circo Godot (Companhia Circo Godot) em cartaz nesta quinta, 24/7, e sexta-feira, 25/7, às 20h. No sábado, 26/7, o espetáculo começará às 17h.

De narrativa ágil e divertida, cheio de surpresas e reviravoltas, Circo Godot já circulou pela Grécia, Tunísia, Itália e outras cidades do Brasil, ocupando teatros, ruas, praças e pátios – tudo começou lá em 2010, aqui mesmo no Recife.

Além dos artistas Asaías e Charles, a Companhia Circo Godot, que produz a peça, é formada pelo diretor Quiercles Santana – juntos, têm como motivação divertir e encantar o público através do Teatro, da Dança e do Circo, e também fazer pensar.

‘Sustentado na comicidade rústica dos bufões e na comédia pastelão, o espetáculo se inspira livremente em Pozzo e Lucky, personagens secundários de Esperando Godot, de Samuel Beckett, para trazer à cena uma série de situações que estimulam a crítica ao sadismo dos que detêm o poder’, diz Quiercles Santana. Circo Godot, segundo ele, provoca reflexões sobre o Brasil e o mundo de hoje. ‘É sobre a ganância dos poderosos; é sobre ativar o sentido lúdico do existir’.

Considerações finais

Com classificação etária livre, tem desenho de luz de Luciana Raposo, produção executiva de Juan Saucedo e fotos de Walton Ribeiro.

Ingressos?

R$40,00 a inteira e R$20,00 a meia-entrada. À venda na bilheteria do teatro e na plataforma Sympla: https://www.sympla.com.br/eventos?s=Circo+Godot&fbcl

O Teatro Hermilo Borba Filho fica no Cais do Apolo s/n – Bairro do Recife, Recife tem encantos mil…

Foto de Asaías Rodrigues e Charles de Lima em cena: Walton Ribeiro.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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