Dimas Sedícias marcou, profundamente, o SaGrama (pode-se chamá-lo de co-fundador do grupo).
De Bom Jardim, Agreste de Pernambuco, e falecido em 2001, o maestro, compositor, arranjador, instrumentista e grande referência da música entre o erudito e a cultura popular, criou peças sinfônicas e pôde exercer sua criatividade junto ao SaGrama:
o concerto em sua homenagem será nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, às 20h. Os ingressos? Estão à venda pelo Guichê Web, custam R$80,00 e R$40,00 (a meia-entrada).
Olha o link: https://www.guicheweb.com.br/sagrama-homenageia-dimas-sedicias_54610
…
Saiba que nesta ode à música pernambucana e à amizade, um time de instrumentistas mulheres, de primeiríssima, subirá o palco ao lado dos 10 integrantes do SaGrama.
São elas: a trombonista Neris Rodrigues, a violeira Laís de Assis, a violista Laila Campelo e a sanfoneira Karol Maciel (elas também vão tocar composições autorais).
Mais sobre
Dimas Sedícias nunca fez parte, oficialmente, do SaGrama: sempre foi bastidor.
‘A influência de Dimas, no início do grupo, foi super interessante, porque ele trouxe a música-teatro, a música com narração, com onomatopeias. A gente explorava a caixa acústica do violão, tocava o contrabaixo depois do cavalete… É como se fosse uma sonoplastia. Então as composições da gente começaram a ter esse lado meio teatral, meio exótico’, diz Sérgio Campelo, flautista e um dos fundadores do SaGrama.
Autor de de peças pensadas para o grupo (Riacho Encantado e Suíte Matuta, por exemplo), ele tornou-se parceiro a partir de 1995, bem antes do primeiro disco da banda vir à tona. Lá e então, os músicos já experimentavam a combinação de timbres que viria a moldar a identidade sonora, tão particular, do SaGrama.
Também são de Sedícias, as consagradas Papagaio de Papel e Aspectos de uma Feira – esta última composição começa com os sons do alvorecer, segue com a cega Jesuína pedindo esmola, entoando melodia vocal dramática (num trecho cantado pela também flautista Ingrid Guerra), seguida pelo burburinho da multidão que frequenta a feira livre, até chegar à cadência divertida dos emboladores de coco.
‘No show, vamos perceber a diversidade de timbres que Dimas trabalhava, através destes pequenos elementos sonoros, trazendo outro colorido e representatividade ao SaGrama’, diz Antonio Barreto, percussionista da banda desde a formação original.
Ainda mais sobre
‘Aos poucos, a gente começou a receber a visita de Dimas, que se encantou com aquele material orgânico-musical e começou a trazer peças para o grupo’, conta Sérgio Campelo ao escritor Carlos Eduardo Amaral, em um dos capítulos do livro SaGrama: um álbum por escrito (edição Independente, 212 páginas, recém-lançado e à venda pelo Instagram @sagramaoficial). Para ele, o bonjardinense Sedícias colaborou com o direcionamento da reinterpretação da música nordestina, que marcou os primeiros álbuns do conjunto.
O SaGrama também levará para o palco do Santa Isabel, clássicos da sua discografia (Brilhareto e Cuscuz, na lista).
PS: do novo repertório, ouviremos Samambaia, composição de Cláudio Moura (maxixe pensado, originalmente, para uma banda de música e violão, e depois adaptado para o SaGrama, com solo de trombone).
Formação
Nos sopros: Sérgio Campelo, Ingrid Guerra e Crisóstomo Santos
Nas cordas: Cláudio Moura, Aristide Rosa e João Pimenta
Na percussão: Antonio Barreto, Dannielly Yohanna, Isaac Souza e Tarcísio Resende
O Teatro de Santa Isabel fica na Praça da República, s/n, Santo Antônio, Recife tem encantos mil.
Mais interações @sagramaoficial
Recado dado.
Foto em destaque de toda a trupe do espetáculo: Lucas Emanuel.


No comment