Roberto Ploeg Credito Beatriz Didier 5 2

Silvas e Selva celebra a relação do artista-cidadão com o povo e a natureza do Sítio Ouro Verde, zona rural de Olinda.

É lá que, Roberto Ploeg, nosso querido holandês-brasileiro, mora há 35 anos e se sente bem (e a família também).

Lá, viu pessoas nascerem, árvores crescerem, paisagens se transformarem com o avanço da urbanização e a organização comunitária ganhar força, especialmente pelo protagonismo das mulheres que sustentam a vida cotidiana da comunidade.

Toda essa vida, todo esse som ao redor, está nos 23 óleos sobre tela recém-produzidos que serão expostos:

‘Meu método criativo e, por sinal, método de ensino de arte, é baseado num tripé: observar, absorver, imaginar. A gente parte da observação da realidade, com atenção e afeto. A absorção é um processo pessoal e íntimo de integração dos sentidos. Tudo isso para alimentar a nossa imaginação, nosso poder de criar imagens. Trata-se de um paradoxo: quanto mais a gente observa a realidade e toma tempo para absorvê-la, mais a gente imagina e cria’, diz.

Silvas e Selva será aberta à visitação pública e gratuita, no dia 7 de novembro de 2026, um sábado, das 14h às 18h, no Instituto Ploeg (fica na Rua da Santa Cruz, 190, Boa Vista, Recife).

Um pouco sobre o pintor

Nascido em 1955, em Valkenburg aan de Geul, Holanda, em 1979 desembarca no Recife para fazer mestrado em Teologia da Libertação.

Ao lado de Eliana, companheira também formada em Teologia, atuou por muitos anos em Comunidades Eclesiais de Base e pastorais populares no Nordeste.

No final dos anos 1980, desenvolvem iniciativas de educação popular por meio de organizações da sociedade civil, atuação que permanece parte importante de suas trajetórias.

Após frequentar cursos em instituições culturais do Recife e de Olinda, decide dedicar-se profissionalmente à pintura, isso em 1996.

Em abril de 2026, sofre um infarto: o episódio intensificou, ainda mais, as reflexões sobre as relações com aquela terra e com as pessoas que fazem parte dela. ‘Em muitas medidas, a exposição é uma retrospectiva da minha vida’, diz.

Mais um pouco

Ploeg pisa no Brasil, pela primeira vez, em 1979 (47 anos).

Uma das ações sociais que ele e ela desenvolvem junto à comunidade do entrono, é Cozinha Escola de Olinda, que hoje fornece mais de 250 refeições/dia.

O Instituto Ploeg é mantido pelo artista desde 1999 – o casarão tem uma longa história ligada à educação popular e aos movimentos sociais e, desde 2024, funciona como ateliê, local de realização de cursos de artes e de exposições.

Em latim, Silva significa floresta, bosque ou selva. No Brasil, Silva é também o sobrenome mais comum do país.

‘A figura humana é minha paisagem preferida’, diz.

Ser artista é bem mais que dominar algumas técnicas, não é mesmo?

Considerações finais

Visitação gratuita: terças-feiras, quartas, sextas e sábados, das 9h às 16h; quintas-feiras, das 9h às 17h, até 19 de dezembro

Instagram: @atelier_ploeg e @institutoploeg

Flamboyant florido / 2026
A Fila de Cosme e Damião / 2026
O Cajueiro Velho / 2025
Menina Pensativa /2025

Foto em destaque de Roberto Ploeg que, pela primeira vez, pintou coqueiros: Beatriz Didier.

Demais fotos: divulgação.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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