A MauMau dá o ar de sua graça, pela quarta vez, na ART.PE – Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco (que começou ontem, quarta-feira, 8 de outubro de 2025, e seguirá até o domingo, 12/10, no Recife Expo Center, Cais de Santa Rita, bairro de São José).

São 16 anos de trajetória independente – o que pode soar quase alienígena aos ouvidos do mercado, mas, a Maumau consolidou-se como território autônomo de criação, formação e convivência, sustentado por práticas colaborativas (que cruzam arte & vida cotidiana).

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A galeria propôs para a feira, uma curadoria coletiva: os próprios artistas assumiram a montagem, a venda e a divulgação de suas obras.

O exposto reúne linguagens diversas: pintura, cerâmica, gravura, fotografia, vídeo e instalação, e conta com a presença de artistas de diferentes gerações, compondo um panorama da produção contemporânea ligada ao espaço.

O facão-recado de Irma Brown está lá.

Participam

Ana Flávia Mendonça, que investiga feminismos, ancestralidade e memória a partir da cerâmica e do bordado; Ana Lira, fotógrafa e mediadora cultural que constrói processos colaborativos de escuta e criação; Beatriz Melo, cujo trabalho transita entre gravura, desenho e argila; Clara Nogueira, arquiteta, bordadeira e pesquisadora, idealizadora do projeto Mulheres que Tecem Pernambuco; Elvira Freitas Lira, pintora autodidata que cruza cultura pop e tradições nordestinas; Irma Brown, artista, educadora e fundadora da MauMau, que investiga corpo e coletivo em performance e vídeo; Isabela Stampanoni, artista visual e filmmaker que apresenta instalação em cerâmica; Lia Leticia, cineasta e artista com atuação reconhecida, hoje em cartaz no MAMAM com a individual Tudo Dá!; Maurício Castro, ligado a coletivos históricos como Brigada Henfil e Quarta Zona, que exibe pinturas inéditas; Thays Medusa, fotógrafa e articuladora cultural ligada ao Hip Hop e coletivos de base; e Regina Carvalho, artista e arte-educadora que apresenta pinturas e colagens entrelaçando palavra e imagem.

‘O que levamos para a ART.PE é um gesto de partilha’, diz Irma Brown. ‘Nossa curadoria coletiva reflete a própria natureza da MauMau: um lugar em que criação, convivência e escuta se tornam indissociáveis’.

Trabalho de Elvira Freitas.

Considerações finais

Fundada em 2009, a MauMau abriga residências, exposições, oficinas e publicações, atuando como plataforma independente de experimentação – fica na Rua Nicarágua, 173, Espinheiro, Recife tem encantos mil.

Foto em destaque de Irma Brown, artista, educadora e fundadora da MauMau: Alonso Portela.

Demais imagens: divulgação.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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