Severina Branca

Enquanto render a vida, não se acaba a esperança está agora disponível, gratuitamente, no YouTube.

Tem cerca de 30 minutos (confira abaixo) e amplia a circulação da obra, publicada inicialmente em livro (2022, Editora Coqueiro) e com recursos da própria autora.

Nascida em 3 de novembro de 1945, em Serrote Pintado, zona rural do município de São José do Egito, Severina cresceu ouvindo cantorias e leituras de cordel feitas pela irmã. Não foi alfabetizada e desenvolveu sua poesia através da oralidade, versando suas experiências pessoais, amores e saudades. 

A declamação dos poemas é feita por Ana Luiza Passos, Dayane Rocha, Francisca Araújo, Isabelly Moreira e Thyelle Dias (cinco mulheres da nova geração da poesia nordestina). Isabelly também assina a produção e a pesquisa ao lado de Juliana Coutinho. A direção de áudio é de Petrônio Lorena.

Com consultoria de acessibilidade de Danielle França, o projeto busca alcançar também as pessoas cegas, com baixa visão ou que não foram alfabetizadas – tal qual a autora. 

A iniciativa foi aprovada no edital Funcultura Geral 2022–2023, com recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura de Pernambuco.

Em tempo: aos 80 anos, em seu povoado de Mundo Novo, distrito da mesma São José do Egito, fronteira com a cidade de Ouro Velho, Paraíba, ela continua declamando e compondo.   

Enquanto render a vida, não se acaba a esperança… Pois é, Severina Branca, faço minhas as suas palavras.

Foto em destaque de Severina Branca: Gabriel Çarungaua.

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Edgard Homem

Por aqui transitam a arte e a cultura, o social – porque é imprescindível dar uma pinta de vez em quando, as viagens, a gastronomia e etc. e tal.

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